Sobre a revista

 

 

História

Em 2001, o Setor de Literatura Portuguesa desenvolveu o projeto de criar uma revista impressa com o objetivo de divulgar temas, questões e reflexões sobre a literatura portuguesa e outras literaturas em suas conexões com a arte e com outros campos do saber: psicanálise, filosofia e história. Sem dúvida, essa proposta foi precursora, já que a maioria dos periódicos existentes, na época, se dedicava aos estudos da literatura de um determinado país. Assim, tínhamos revistas que divulgavam estudos de literatura portuguesa, de literatura brasileira, de literatura africana, etc.

A criação do Mestrado em Literatura Portuguesa e as dificuldades de distribuição e de divulgação da revista impressa levaram a uma série de reformulações. Assim, a partir de 2006, O Marrare, com um novo visual, se torna um periódico digital com o nome de Revista da Pós-Graduação em Literatura Portuguesa da UERJ, ligado ao Programa de Pós-Graduação em Letras.

 

Copyright

A aprovação do texto pelo Conselho Editorial da revista implica a cessão do autor para a publicação do seu texto, em primeira mão e sem ônus. As publicações posteriores dos originais devem ser avisadas ao Editor e o autor deve fazer referência à fonte de sua primeira publicação em O Marrare.

 

Política Editorial

O Marrare publica textos inéditos sob a forma de artigos, conferências, relatos de pesquisa, entrevistas e resenhas de livros publicados, nos últimos dois anos, que estejam relacionados à literatura portuguesa e a outras literaturas em suas conexões com a arte e com outros campos do saber: psicanálise, filosofia e  história. Alfarrábios é uma seção que visa à publicação de documentos (cartas, depoimentos, manifestos e outros textos) que revelam momentos históricos importantes da literatura e da arte. 

Os textos, em que um dos autores seja mestre ou doutor, serão encaminhados pelo Editor aos membros do Conselho Editorial (Nacional e Internacional) e aos pareceristas ad hoc para serem avaliados, com a exceção de autores, que tenham notório saber, e de autores, cujos textos foram aprovados para serem publicados na sessão “Primeiros Ensaios”, dedicada aos mestrandos.

 

predio antigo do Marrare Café Marrare atual

 

Sobre o café Marrare

A revolução de 1848 havia rebentado. Nós, os patuléias, estávamos alerta, e o partido cabralista de olho attento sobre nós. Fazia bem, como partido adverso, porque nós conspirávamos. Lopes de Mendonça escrevia libellos políticos com lettras de fogo. José Estevão fallava nas associações secretas. O conde das Antas presidia á reuniões dos rapazes. Soprava-se o fogo sagrado, e o enthusiasmo accendia-se.

No Marrare combinou-se uma toirada a favor das victimas dos últimos acontecimentos. (Manuel, Passos. “O Marrare do Polimento”. In: PATO, Bulhão. Memórias. Scenas de infancia e homens de lettras. Lisboa: Tipografia da Academia Real das Sciencias, 1894, 3v, tomo I. p.143).